quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Quem tava lá nunca esquece! Raudinei aos 46! ou 45 e meio! ou 47! quer saber? Raudinei em 1994!

Vejo muita gente falar de gols do Bahia, de grandes e memoráveis jogos do Bahia, e me pego lembrando aqui, neste momento, de um destes jogos....
Domingo, não me lembro da data, seria querer puxar demais da memória... lembro do ano... Ah... 1994! Um ano terrível, se bem me recordo. Em 1993, o vice tinha conseguido justamente seu quase título, e mantinha a mesma base da equipe vice no campeonato baiano de 1994. Para nós, torcedores do Esquadrão de Aço, ganhar o campeonato Baiano era necessário... Se naquela época pensava assim, hoje tenho certeza! É história, caros torcedores do Bahia!!!! Cada ¨quase¨ campeonato nacional que o vice teve em sua história, trouxe logo depois uma derrocada HUMILHANTE, e isso é divertido... ao menos para mim, e lógico, de forma meramente e unicamente desportista (veja 1993, perdendo o título da forma que perdeu em 1994, e agora, em 2010, sendo vice da copa Brasil, e rebaixado em casa logo depois). Mas vamos deixar de lado isso, e lembrar daquele domingo em 1994!
Ah, final do campeonato baiano! Acordamos tarde, eu e meu pai. Acordamos tarde, mas já acordamos pensando naquela final. É bem verdade, que não estávamos muito confiantes (observe: acreditar, o torcedor do Bahêa acredita sempre! Porém, a situação não era das melhores. Por mais que estivéssemos chegando na final com a condição de poder empatar, ainda assim, jogo difícil.
Liguei para os amigos, da época da escola de engenharia, e vamos que vamos, começamos a prever como seria o dia: Cervejinha, cervejinha, churrasquinho, cervejinha e JOGO!
Lembro que o jogo não começou bem para o Bahia, mas ao menos também não corríamos muitos riscos. Meados finais do primeiro tempo, o atacante do vice, Acho que era Dão, num lance complicado, que não me recordo ao certo, fez o gol! Aff! Que tristeza! Lembro que de onde eu estava, não acreditava no que via! Via os torcedores do vice gritando gol, e olhando ao lado de onde estávamos, víamos as pessoas falando (amigos, porque no estádio, somos todos amigos e conhecidos de longas datas! Rsss) – não é possível...como é que pode??? Que D..... Eu era um deles! Fulo da vida, revoltado! Fomos pro intervalo de jogo, perdendo de 1 a zero, e a galera se perguntava: será que dá? Da mesma forma que perguntava, respondia: Lógico que dá! Dá sim!
Inicia o segundo tempo, lembro que ninguém sentava! Aliás, lembro que se a gente sentasse, acabaríamos, além de não ver mais o jogo, não mais conseguindo levantar... daí, em pé mesmo.
Consigo lembrar de uma confusão... uma confusão perto do fim do jogo... Lembro de um senhor, do meu lado, que falou: time safado esse do vice! Vai arrumar confusão, e o árbitro vai terminar essa M...! Vou falar: Também pensei nisso, na moral! Mas... o jogo retornou. Retornou morno, morno e ruim ao Bahia, que precisava do empate para sagrar-se campeão.
Nesse joguinho morno, lembro da bola, em campo, numa jogadazinha sem graça, morrer em Raudinei, e esse ¨tampar¨a zorra pra dentro do gol! Caraca meu irmão! EU TAVA LÁ! Eu olhava pro campo e olhava pra torcida rival, com a tristeza e as lágrimas escorrendo na face, quando aquela bola estufou as redes da Fonte! Eu vi! Ninguém me contou! Eu vi quando os braços dos torcedores do vice baixavam e paravam de balançar suas camisas, e ato contínuo nós erguíamos nossos braços e nossas bandeiras!
Indiscutível alegria! Indiscutível campeonato! Indiscutível !
Aí me perguntam: vem cá Miranda, você torce pra quem? E minha emoção responde: Sou Bahêa. Bahêa com orgulho!
Abraços a todos!